Quebrando fronteiras, o projeto Tudo be ensaio foi cumprido, dessa vez, em Madrid. Não paguei a passagem com o dinheiro adquirido nas outras edições. Mas paguei o violão que lá comprei e que agora percorrerá algumas estações de Estocolmo.
Não foi bem uma apresentação. Meu objetivo era ganhar a primeira moeda. Já era tarde. Viajava no dia seguinte, de manhã, tendo que acordar às 4h30. Arquitetei uma apresentação mais longa, na estação de metrô de onde saem os trens. Ensaiei até uma mudança na letra, substituindo Jaçanã por Nuevo Mundo.
Acabei tocando na estação mais perto de casa, por cerca de 15 minutos. Não poder ficar muito tempo deu até algum sentido para a música escolhida. Um jeito de me despedir de Madrid.
Trem das onze
Não posso ficar
No puedo quedar
Nem mais um minuto com você
Ni más un minuto con usted
Sinto muito amor
Yo lo siento amor
Mas não pode ser
Pero no puede ser
Vivo em Jaçanã
Vivo en Nuevo Mundo
Se eu perder este tem
Se se va este tren
Que sai agora as onze horas
Que parte ahora a las once
Só amanhã de manhã
Solo mañana a la mañana
E além disso amor
Y además mujer
Tem outras coisas
Hay otras cosas
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar
Mi mamá no duerme mientras yo no llege
Sou filho único
Soy hijo único
Tenho minha casa pra cuidar
Tengo mi casita para guardar
Saldo do dia: 0,50 euros. A primeira moeda. Uma senhora, com um senhor, me deram a moeda por pena, que até eu sentia. Sentado no chão, tocando uma música que mal acabara de aprender, com um espanhol capenga. Mas era preciso inaugurar o violão no lugar que o encontrei.
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